§ 2 · psicologia
Por que uma pergunta prende mais do que uma resposta.
“O que tem no porta-malas do Urus?” é uma frase curta, fácil de repetir e impossível de responder antes do dia 15. Ela acompanha a promoção Urus Mystery, que tem um Lamborghini Urus como prêmio. O carro está à vista. A carga, não.
Em 1994, o economista George Loewenstein descreveu a curiosidade como uma lacuna de informação: quando percebemos que falta uma peça, e que ela existe em algum lugar, sentimos vontade de fechar o buraco. Quanto mais perto parece a resposta, mais forte fica o incômodo.
Décadas antes, em 1927, a psicóloga Bluma Zeigarnik observou que tarefas interrompidas ficam mais tempo na memória do que as concluídas. Um porta-malas que só abre numa data marcada é, na prática, uma tarefa interrompida com prazo.
Em 2009, um estudo com ressonância magnética de Min Jeong Kang e colegas, Loewenstein entre eles, viu que perguntas curiosas ativam regiões do cérebro ligadas à recompensa, e que as respostas a elas eram mais bem lembradas depois.